domingo, 19 de julho de 2015




     Não sei vocês, mas eu já fiz vários daqueles testes vocacionais pela internet, os resultados variam entre: professora, médica, enfermeira, engenheira, etc. Para quem não sabe, eu quero fazer Arquitetura e Urbanismo, engenharia foi o mais próximo que cheguei.
     Bom, mesmo com todos esses testes (que não me ajudaram em nada), tem algumas coisas que podemos fazer para tentar escolher o curso certo. Primeiro você tem que analisar quem você é, o que você gosta, como gostaria de trabalhar, como quer estar daqui 20 anos. Ficou confuso? Então vamos por partes que nem o Jack. 

1. Faça uma lista sobre você.
Coloque na lista suas habilidades, gostos e personalidade. A primeira dica é a de conhecer os seus pontos fortes, conhecer a si mesmo, de forma que você saiba desde já que determinadas atividades são para você, e outras atividades não são. Também a escolha da faculdade segue o mesmo princípio. Se eu tenho facilidade para a área de exatas, provavelmente não conseguirei estudar com dedicação outras áreas como humanas ou biológicas. Posso até conseguir estudar por um tempo, mas ficar 4, 5 anos estudando temas desinteressantes é frustrante e, no fim das contas, perda de tempo e de dinheiro. 

2. Busque informações. 
Agora que você já se conhece, tem que conhecer também a profissão que quer seguir. Cada faculdade tem a sua grade curricular, isso nada mais é do que as matérias e conteúdos que vão ser passados para você ao longo do curso. Então, pesquise em cada faculdade que lhe interesse a grade curricular e veja o que você vai estudar, veja se realmente vale a pena ou se é isso que quer. Além disso, algumas perguntas devem ser feitas “Em qual profissão poderei usar as minhas habilidades?”, “Quais as possíveis atividades podem ser desempenhadas depois de formado?”, “Quais atividades terei que fazer e irei gostar ou não gostar?”. O importante desta dica, então, é saber que existem possibilidades de trabalho que não são muito conhecidas e que podem ser exatamente o que estamos procurando, como por exemplo, ir para o escritório todos os dias ou fazer home office. 

3. A qualidade da faculdade. 
Se você irá para uma faculdade particular, visite o campus, verifique as instalações onde será as aulas, veja se o atendimento ao aluno é pelo menos razoável, converse com outros alunos (grupo no facebook sobre a faculdade é uma boa pra saber a opinião do pessoal), veja a distância da sua casa até lá, veja quanto tempo demorará pra chegar. Se informe se é possível assistir algumas palestras ou conversar com professores para saber mais sobre o conteúdo que é apresentado. Quanto mais longe a faculdade da sua casa ou trabalho, com mais preguiça você irá ficar de ir e isso pode ser um forte ponto para a desistência do curso. 

4. Duração do curso. 
Eis aqui o que mais me apavora, a duração do curso. Em Arquitetura e Urbanismo, em sua maioria são 5 anos de curso, uma coisa que tem que ser levado a sério, por mais que você goste do curso, o tempo de duração pode ser desanimador. Algumas perguntas que eu sempre me faço são “Será que eu quero passar todos esses anos estudando a mesma coisa?”, “Será que eu não vou cansar?”. Porque de tudo isso, você querendo ou não, vai ficar preso em um lugar durante o tempo do curso. “Preso” quero dizer, que fazer uma viagem mais longa, decidir que você quer fazer um intercâmbio; tudo isso tem que ser pensado por que você simplesmente não pode largar a faculdade do nada. Se você muda de opinião constantemente, é um caso a se pensar. 

5. Converse com profissionais formados e trabalhando. 
Assim, as ilusões sobre a profissão são desfeitas, outras ideias surgem, caminhos mais curtos, oportunidades em certas áreas inexploradas aparecem e desta forma, podemos finalmente descobrir que aquela área desejada é ou não é para nós. Conversar apenas com um não adianta. O risco seria encontrar alguém desiludido e que acabou se decepcionando. Por isso, é muito recomendável conversar com profissionais – bem sucedidos e mal sucedidos – além de profissionais especializados em trabalhos diferentes uns dos outros, para que você possa ter uma noção maior do que fazer dentro da profissão. Uma boa dica se você não tem acesso a esses profissionais é procurar vídeos no YouTube, lá você encontra muita galera falando sobre o curso e trabalho. 

6. O custo dos estudos. 
É uma coisa muito séria, mesmo em faculdade pública, você irá gastar. Se você optar por faculdade particular, prepare o bolso. A acessibilidade é outro aspecto que você precisa considerar ao decidir o seu curso, assim como os custos adicionais, como livros, excursões, trabalhos, etc. Entretanto, não deixe que os valores impeçam a sua escolha, pois existem várias opções de assistência financeira disponíveis para lhe ajudar a concluí-lo, mas se informe de tudo isso antes de fechar contrato com a faculdade. Se você ainda não decidiu que curso quer ou ainda não terminou a escola, comece a guardar dinheiro, faça uma poupança isso pode te ajudar. 

7. As oportunidades da profissão. 
Observe os prospectos de carreira do curso antes de escolher. Considere vários fatores como salário, segurança, estresse, responsabilidade e outros benefícios ao fazer uma busca por profissões. É claro que dinheiro e um bom trabalho vêm do seu esforço, mas talvez isso demore um pouco para acontecer. 

8. Orientação vocacional. 
E se mesmo após seguir todos esses passos você não conseguir decidir qual curso escolher, faça uma orientação vocacional com um psicólogo (a). Dura normalmente 10 a 15 sessões, mas cada pessoa é diferente. Tem algumas que com uma sessão já sabe qual escolher e outras que precisaram de 20 sessões. 


     O importante é você encontrar o que você gosta de fazer e se sentir satisfeito, dinheiro e reconhecimento vêm com o tempo e esforço. Boa sorte a todos os vestibulandos, que esse post ajude vocês e a todos que já terminaram dar informações para aqueles que estão começando nunca é demais!

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